sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Gávea I - Instituto Moreira Salles

postagem original: 15/6/2015

fonte: Tumblr.com

Detalhe de banco do jardim do Instituto Moreira Salles, revestido com azulejos que acredito serem holandeses (padrão) por causa das dimensões e rigidez da execução do desenho em todos os azulejos. A cercadura, pelas dimensões, cores e estilo, também acredito que seja holandesa, mas prefiro por agora deixar em aberto.

Atualização em 24/9/2016
Encontrei no livro De Nederlandse Tegel - Decors en Benamingen, de Jan Pluis (2013) o padrão abaixo, que é bastante similar com a cercadura usada no banco:



Segundo Jan Pluis, este padrão teria sido produzido entre 1880/1920, em azul e verde em Utrecht e Makkum, e consta no livro de modelos da fábrica Ravesteyn (Utrecht) de circa 1885 e de novo no livro de modelos da mesma fábrica de circa 1900. É informado também que este padrão de cercadura pode ser encontrado na produção portuguesa, da mesma forma que o padrão principal usado no banco.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Centro V - Painel de propaganda CAFÉ AMAZONAS

data da publicação original: 12 de agosto de 2012

foto: Leonardo Martins [ fonte >> ]  
Mais uma vez, navegando na internet, acabei me deparando com surpresa e felicidade com um painel publicitário em azulejos, entre a região da Central do Brasil e a região Portuária do Rio de Janeiro. A surpresa foi ainda maior do que encontrar casario revestido por azulejos antigos pois é a primeira vez que encontro este tipo de pianel publicitário aqui no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

padrão "Rozenster" pelo mundo

postagem original: 29 de janeiro de 2016

fonte >>
Hoje encontrei no Blogspot uma foto (1) de azulejos em Beja, Portugal, que são provavelmente uma simplificação do padrão "Rozenster" holandês (em algumas fábricas/catálogos "Ross Ster") (2, 3, 4).

Me interessam muito estes "intercâmbios" ou "influências" (talvez fosse melhor dizer, cópia livre) de padrões azulejares entre os diversos países. Aqui no Rio de Janeiro há padrões compartilhados entre portugueses e holandeses, e entre holandeses e franceses.

domingo, 6 de novembro de 2016

Rio das Flores (RJ) I - Fazenda do Paraízo

fonte: programa Casa Brasileira (GNT), ep. Rio De Janeiro - Parte 2 [>>]

Nesta postagem veremos os azulejos da cozinha da Fazenda do Paraízo, em Rio das Flores, interior do estado do Rio de Janeiro,

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Catete VII - Rua Correia Dutra - DESTRUÍDO

data da postagem original: 04/10/2016

Nesta postagem, feita a partir da pesquisa e fotos generosamente enviadas por Raul Félix de Sousa, vemos os azulejos salvos de uma construção demolida entre abril/maio de 1994.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Saúde XIIIb - rua do Jogo da Bola

Volto agora a este imóvel no bairro da Saúde, 4 anos após a publicação original aqui no blog [>>] pois hoje, por acaso, "passeando" num site recém descoberto chamado "Reflexos do Porto: Guia do Azulejo na Cidade" [>>] achei o azulejo de padrão usado como friso nesta simpática casa, infelizmente tão adulterada.


Central do Brasil Ic - rua Senador Pompeu

publicação original de 4 de novembro de 2013

Volto a este imóvel na rua Senador Pompeu, que foi aqui apresentado há mais de um ano, nesta postagem, pois graças a este último final de semana, que passei na cidade do Porto, em Portugal, o mistério da origem dos azulejos está resolvida!


domingo, 25 de setembro de 2016

Glória IIb - ladeira de Nossa Senhora


A identificação dos azulejos antigos ainda encontrados no Rio de Janeiro é sempre lenta e gradual. Há quase 2 anos fiz esta postagem [>>] sobre este portão de 1890, com 2 padrões de azulejos, cercadura e telhões pintados, mas nada pude dizer sobre os azulejos.

Porém, hoje encontrei no livro "De Nederlandse Tegel - Decors en Benamingen", de Jan Pluis (2013) o padrão usado nos espaços laterais, como se fossem as colunas da estrutura. Chama-se, segundo o livro, "Vierster" ("Quatro Estrelas), e teria sido produzido de 1870 até 1890, em Harlingen, Holanda.

sábado, 17 de setembro de 2016

Centro LIVb - rua Gonçalves Dias

Em maio deste ano fiz esta publicação sobre um prédio encontrado na rua Gonçalves Dias [>>] por aqueles dias. Na ocasião, meu caro colaborador Peter Sprangers me informou que os padrões encontrados no imóvel seriam da fábrica Ravesteijn, de Utrecht, ou da fábrica Van Hulst, de Harlingen.


Ela havia me enviado uma imagem do padrão 1x1 do catálogo de 1885 (ca.) da fábrica Ravesteijn. Porém, o padrão principal ainda eu ainda não havia referências para apresentar aqui. Até hoje.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Centro LVI - Av Passos


Nesta postagem vemos azulejos alemães da Villeroy & Boch, da cidade de Mettlach, localizada no distrito de Merzig-Wadern, estado do Sarre. Segundo o meu caro colaborador Mario Baeck, que fez a identificação dos mesmo, o número de modelo deste padrão de painel seria 763D.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Botafogo IId - rua Bambina x rua Marechal Niemeyer

Voltamos a um imóvel comercial de Botafogo, que foi visto numa postagem recente, que pode ser acessada aqui [>>]. Esta postagem será bem curta, apenas para apresentar uma forte possibilidade de identificação do azulejo de padrão usado no sobrado.

Vamos rever os azulejos:


domingo, 31 de julho de 2016

Guaratiba I - Capela de Nossa Senhora do Desterro

foto de Denis Gahyva [ fonte >> ]

Nesta postagem veremos a Capela de Nossa Senhora do Desterro, que fica na rua Barros de Alarcão, em Pedra de Guaratiba, bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A capela foi construída entre 1628 e 1969 por Jerônimo Vellozo Cubas, que em 27 de junho de 1629 a doou junto com metade de suas terras e posses. Em 17 de maio de 1645 a viúva de Jerônimo, Beatriz Alves Gago e o seu segundo marido, Sebastião Mendes da Silva, ratificam a doação da metade das terras e da capela de Nossa Senhora do Desterro. É a terceira mais antiga igreja do Rio de Janeiro. [ fonte >> ]

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Lapa VIIIb - Igreja Nossa Senhora do Desterro



Hoje, num daqueles maravilhosos acidentes de internet que vez ou outra nos acontece, acabei por me deparar com um catálogo de 1898 de uma fábrica francesa de revestimentos cerâmicos, a Faiencerie de Choisy-le-Roi (Seine). Mal abri a primeira página, e não podia acreditar! Lá estavam quase todos os azulejos da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro!

Para quem não viu a postagem original sobre esta igreja, onde contei um pouco sobre sua história, recomendo uma visita a este link [>>].

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Museu Histórico Nacional | Fragmentos de painéis de azulejos (séc. XVIII)


Fragmentos de painéis de azulejos (séc. XVIII) oriundos do Solar Monjope, RJ. Pertenceram originalmente à Igreja de São Domingos, Salvador, Bahia.

Acervo do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, RJ.

sábado, 18 de junho de 2016

Botafogo IIc - rua Bambina x rua Marechal Niemeyer

Finalmente, quase 2 anos exatos depois, trago novas e melhores fotos do imóvel visto anteriormente numa postagem de 29 de outubro de 2012 [>>]. Este imóvel foi revisto em outra postagem de quase 2 anos atrás, em 16 de agosto de 2014 [>>], quando comentei o nome do padrão.


terça-feira, 17 de maio de 2016

Centro XXIVc - Mosteiro de São Bento

Procurando um pouco mais por fotos do acervo da Casa Museo Stanze al Genio (Palermo, Itália), finalmente fui capaz de encontrar uma variação cromática dos "azulejos" de padrão abaixo, que estão no vestíbulo da Igreja de Nossa Senhora de Montserrat (Mosteiro de São Bento):


domingo, 15 de maio de 2016

Circuito "Azulejos Antigos, Centro RJ" | Parte I

Fui convidado pelo site ArtRio a criar um circuito de azulejaria antiga no centro do Rio de Janeiro. O limite para estes circuitos é um máximo de 7 pontos de visita por roteiro, e mesmo me segurando muito, e editando ao máximo, acabei com 12 pontos, de forma que o circuito foi dividido em Parte I e Parte II. Aqui deixo com vocês a Parte I. Aviso desde já que este post será MUITO longo!

Em 2011 fui convidado a participar do projeto "Bordallianos do Brasil", o que me levou até Caldas da Rainha, em Portugal, para conhecer e reinterpretar a obra do grande e multifacetado artista português Bordallo Pinheiro. Depois de um mês no país, me tornei um apaixonado por tudo o que diz respeito à gente e às terras lusas. E se já era um interessado pela azulejaria, desde as aulas que tive em 2009 no Mestrado de Arqueologia do Museu Nacional (UFRJ), com a professora Dora Monteiro de Alcântara, autoridade máxima sobre azulejos antigos, a partir de então tornei-me um verdadeiro viciado nas plaquinhas coloridas e brilhantes. De volta ao Brasil, uma saudade sem limites me apertava o peito, e eu precisava achar um meio de, mesmo que apenas afetivamente, me manter em conexão com Portugal. E assim comecei a "caçar" os azulejos antigos no Rio de Janeiro.

Este roteiro apresente uma fração ínfima do que se pode encontrar em termos de azulejaria antiga no Centro do Rio de Janeiro. Até mesmo ao longo do caminho indicado neste roteiro, se você for atento, encontrará outras fachadas que não estão na lista.


PARTE I

1 - rua Visconde do Rio Branco 29/31 
street view >>   mapa >>


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Beco da Música


Graças a uma publicação de Augusto Caiado Pinto no grupo "Rio Antigo" do facebook, cheguei a esta foto atribuída a Augusto Malta, mas que o Augusto Pinto julga, pelo tipo de letra manuscrita no canto inferior esquerdo da mesma, ser de Uriel Malta, filho de Augusto Malta.

A foto, que pertence ao acervo "Brasiliana Fotográfica", registrada em 18/09/1941 na esquina do (antigo) beco da Música e rua Dom Manuel, de imediato nos permite reconhecer o revestimento com azulejos em relevo bisotado "de metrô", em duas ou até três cores contrastantes, formando diagonais.

domingo, 10 de abril de 2016

Teresópolis II - Pousada Terê Parque

fonte >>
Hoje por acaso vi no instagram uma foto de um gazebo em estilo neocolonial em Teresópolis, decorado com vários painéis de azulejos que de cara me fizeram pensar em Jorge Colaço, ainda mais sabendo que naquela cidade há uma outra construção muito maior, conhecida como "Quiosque das Lendas" ou "Mirante da Granja Guarani" [>>] que é de autoria deste grande artista Português.

sexta-feira, 25 de março de 2016

O ministro que virou peixe (Revista Época)

fonte: http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/03/o-ministro-que-virou-peixe.html

O Iphan discute o que fazer com azulejos de Portinari, encaixotados desde 1942 porque Gustavo Capanema, prócer do Estado Novo, achou que eram sua caricatura.

Azulejos pintados por Portinari com peixes com a mesma fisionomia
do então ministro da Educação, Gustavo Capanema. (Foto: Divulgação)

Ícone da arquitetura modernista, o Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, passou décadas abandonado. O descaso com o patrimônio público chegou a tal nível que a vida dos funcionários públicos que ali trabalham e da população que caminha por suas calçadas começou a correr risco. Elevadores estavam, literalmente, caindo aos pedaços – houve casos em que despencaram com passageiros e por pura sorte não houve um acidente mais sério, com vítimas. Azulejos da fachada despencavam na cabeça de quem passava pela calçada. Pinturas e murais em seu interior estavam descascando.

sábado, 19 de março de 2016

Gamboa XIII - rua Senador Pompeu



Ontem quando usava o Google Street View para me preparar para ir a uma reunião na Gamboa, acabei "tropeçando" nestes 2 sobrados geminados do séc. XX (apesar de não haver data na fachada, acredito que sejam imóveis do século passado, comparando-se estes com todos os demais datados como século XX na região), com um revestimento azulejar muito original, e completamente inédito (para mim) aqui no Rio de Janeiro.

terça-feira, 1 de março de 2016

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Centro VIb - Rua do Lavradio

Hoje voltamos a um dos mais belhos sobrados do centro antigo do Rio de Janeiro, na rua do Lavradio [>>], onde acontece uma feira mensal de artesanato e velharias. Esta rua tem vários antiquários, brechós, lojas de cacarecos, sendo que o forte na rua são os móveis antigos.

A rua é também ainda repleta de imóveis de finais do século XIX e (principalmente) início do século XX, tendo até mesmo um magnífico Solar do século XVIII (1777) que serviu de residência do Vice-Rei António de Almeida Soares Portugal [>>], Marquês de Lavradio [>>], mas que teve diversos outros usos e foi muito remodelado ao longo do século XIX (Solar do Marquês de Lavradio [>>1] [>>2]).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Niterói Ic - Solar do Jambeiro

Voltamos hoje nesta postagem ao Solar do Jambeiro, em Niterói, pois finalmente, depois de anos de espera, fui visitar o espaço.


Como o acervo de azulejos e telhões é absurdamente variado (especialmente azulejos), nesta postagem irei me limitar aos telhões. Quem quiser ver uma amostragem inicial do patrimônio azulejar, recomendo visitar as postagens anteriores [ 1 >> ] e [ 1b >> ]

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Centro XXIVb - Mosteiro de São Bento - "azulejos" italianos

Nesta postagem [>>] de outubro de 2012, eu mostrei fotos de azulejos do Mosteiro de São Bento, onde ao final apresentei os azulejos da Sala de leitura do Claustro. Durante a nossa visita ao claustro a profa. Dora Monteiro Alcântara disse, por conta das dimensões (são enormes, parecem ter uns 21 a 22 cm, não dispunha de régua na ocasião), cores e padrões, que estes seriam espanhóis:


domingo, 7 de fevereiro de 2016

domingo, 24 de janeiro de 2016

Glória III - Palacete São Cornélio

foto: detalhe de original de Marconi Andrade [fonte >>]

Ontem no grupo (facebook) S.O.S. Patrimônio, Marconi Andrade publicou uma foto de sua autoria de azulejos usados para ornar uma pia no Palacete São Cornélio, Glória. O estado atual deste palacete é de tal forma deplorável e deprimente, que optei por não mostrá-lo nesta postagem.

Logo a questão levantada era a origem dos mesmo, e como sempre vemos acontecer quando se tratam de azulejos antigos, a primeira coisa que se pensa é que são portugueses.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Centro XIVc - rua Miguel Couto - DESTRUÍDO


Pela primeira metade de abril do ano passado (2015) um dia tive uma ingrata surpresa, que teve cores de pesadelo: descobrir que haviam arrancado todos os azulejos de figura avulsa da fachada desta antiga livraria da rua Miguel Couto.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016